19 de Março de 2008.
Aniversário de mãe.
Dia de São José. E hoje até garoou.
“Chuva fina é que molha o chão”, como o povo sabe e diz.
Ano de Ogum e Oxóssi, dois irmãos leais.
Abre-se oficialmente esta Vereda Virtual, direto de Vitória da Conquista, Bahia.
Vereda de água da chuva descendo a serra na caatinga. Nas curvas do seu caminho, sempre nascem outras veredas.
Vereda de paisagens de romances que abordam essa região-país, de onde nascem poemas de canto de página.
Também vereda de sangue, de massacres e emboscadas, a começar pelas nações indígenas. Deles, só restam alguns traços no cotidiano da gente e na memória coletiva.
Vereda de música universal sertaneja, do Café com Blues; do poeta Onildo Barbosa; de Elomar e João Omar; dos baixistas da Baixaria. Vereda de tantas escolas de música em um só lugar.
Vereda de luz, da poesia visual de Hildebrando Oliveira e Sílvio Jessé.
Vereda da política sensível e sábia dos “4 Ss” de Guilherme e das histórias/estórias de Doutor Régis Pacheco.
Vereda romântica, do revolucionário Nozinho e sua revolução cultural.
Vereda do futebol surpreendente do E.C.P.P..
E tantas veredas mais, abertas nesta flor da caatinga, singela e perfumosa, jóia encravada no coração do sertão baiano.
Agora, é andar pelos caminhos dessas terras planas-frias-quentes-altas, de céu cinza sem chuva, de relâmpago com ou sem nuvem, com ou sem trovão.
José F. Lopes