Vitória da Conquista, 25 de abril de 2008.
Sexta-feira de ventania na Jóia do Sertão Baiano.
Com a bênção de Deus e dos Orixás, estão completos 27 anos de existência.
Confesso uma grande excitação em percorrer esta Vereda, nascida das páginas d’Os Sertões, por onde tenho viajado com muita calma e atenção, admirando a beleza da poesia em prosa de Euclydes da Cunha.
Todas as veredas d’Os Sertões levam ao Grande Sertão. E de lá partem também.
O viajante precisa escolher bem o itinerário.
Como diz um poeta gringo ”virado nos setecentos”, o espanhol Antonio Machado:
“Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.”
“Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre la mar.”
Segundo Eucluydes, Os Sertões já foram mar.
Mas aí já é assunto pra outro post, tratando também das profecias que dizem da predestinação marinha do semi-árido brasileiro.
Olhos abertos e sebo nas canelas!
José F. Lopes